Ibovespa perde fôlego em dia de Super Quarta

Fonte: Shutterstock/KanawatTH

O Ibovespa encerrou a quarta-feira (18) em queda de 0,43%, aos 179.640 pontos, em um pregão marcado pela cautela dos investidores diante do aumento das incertezas globais. A chamada Super Quarta, com decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, reforçou um ambiente já pressionado pela escalada do conflito no Oriente Médio e pela alta do petróleo, fatores que passaram a guiar o comportamento dos mercados.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, em linha com as expectativas, mas adotou um tom mais prudente ao destacar o aumento das incertezas econômicas. A fala do presidente Jerome Powell indicou que ainda é cedo para medir os impactos da guerra sobre a inflação e a atividade, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo. Com isso, investidores reduziram apostas em cortes ao longo do ano, pressionando bolsas globais.

O avanço do petróleo acima de US$ 100 por barril intensificou a aversão ao risco, diante das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã e das preocupações com o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global da commodity. O choque energético reacendeu temores inflacionários e reduziu o espaço para políticas monetárias mais estimulativas.

No Brasil, o mercado operou à espera da decisão do Copom, com expectativa majoritária de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, embora parte dos investidores considerasse manutenção diante do cenário externo mais adverso. A combinação de juros elevados globalmente e petróleo em alta levou à redução de posições em ativos de risco ao longo do pregão.

Entre os principais papéis, Vale (VALE3) recuou 2,32%, acompanhando o menor apetite global por commodities metálicas, enquanto os bancos também fecharam em baixa: Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,10%, Bradesco (BBDC4) perdeu 1,17%, Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 1,01% e Santander (SANB11) caiu 1,50%. Na direção oposta, o setor de petróleo sustentou parte do índice, com Petrobras (PETR4) avançando 1,34% e Prio (PRIO3) subindo 5,33%.

O destaque positivo do dia foi a Eneva (ENEV3), que disparou 15,08% e registrou sua maior alta intradiária em quase dez anos, impulsionada pelos resultados favoráveis no leilão de reserva de capacidade do setor elétrico. A ação encerrou cotada a R$ 24,37, o maior preço de fechamento desde 27 de março de 2014. Já a Hapvida (HAPV3) liderou as perdas do pregão, com queda de 4,76%, pressionada por perspectivas mais fracas para seus resultados após dados da ANS indicarem desafios operacionais persistentes.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Eneva (ENEV3): +15,08%

• Copel (CPLE3): +5,56%

• Prio (PRIO3): +5,33%

• Marfrig (MBRF3): +2,47%

• Petrobras (PETR3): +1,77%


Baixas

• Hapvida (HAPV3): -4,76%

• Yduqs (YDUQ3): -4,62%

• CSN (CSNA3): -4,42%

• Azzas (AZZA3): -3,18%

• Cury (CURY3): -2,92%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (18/03):

• Segunda-Feira (16): +1,25%

• Terça-Feira (17): +0,30%

• Quarta-Feira (18): -0,43%

• Na semana: +1,12%

• Em março: -4,85%

• No 1°tri./26: +11,49%

• Em 12 meses: +36,63%

• Em 2026: +11,49%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:

• Dow Jones: -1,63%

• Nasdaq: -1,46%

• S&P 500: -1,36%


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