Ibovespa oscila em dia de decisões monetárias e tensão no Oriente Médio

Fonte: Shutterstock/Vintage Tone

O Ibovespa inicia está quarta-feira (18) oscilando próximo da estabilidade aos 180.383 pontos. A chamada “Super Quarta” ocorre sob o impacto direto do conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado no fim de fevereiro, que mantém a volatilidade sobre os preços das commodities. O bloqueio parcial do Estreito de Ormuz e a postura agressiva das lideranças iranianas sustentam o estado de alerta. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve deve manter os juros entre 3,50% e 3,75%, mas o mercado aguarda ansioso pelas projeções que devem considerar o impacto econômico dos novos conflitos. Esse cenário de pressão inflacionária foi reforçado pelo Índice de Preços ao Produtor (PPI) americano, que avançou 0,7% em fevereiro, acima das expectativas, impulsionado pelos custos de energia e alimentos.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia a taxa. A expectativa é de um corte de 25 pontos-base, levando a taxa para 14,75%. Somado a isso, o governo federal monitora de perto a ameaça de uma paralisação nacional dos caminhoneiros devido à alta do diesel. Em resposta, o Ministério dos Transportes e a ANTT anunciaram medidas para intensificar a fiscalização do piso mínimo do frete, buscando conter a insatisfação da categoria e evitar novos choques nos preços internos.

No setor corporativo, a Petrobras (PETR4) assume o protagonismo com anúncios estratégicos. A estatal comunicou a descoberta de uma nova acumulação de gás no poço exploratório Copoazu-1, em águas profundas na Colômbia. O projeto, operado em consórcio com a Ecopetrol (E1CO34), consolida o potencial da região e reforça a segurança energética regional, com isso suas ações sobem 1,62% e 1,20% respectivamente. Enquanto a Petrobras avança, a CSN (CSAN3) ainda negocia os termos finais de um empréstimo de US$ 1,5 bilhão com bancos, utilizando ações de sua unidade de cimentos como garantia para quitar dívidas que vencem este ano, em uma discussão centrada nas cláusulas contratuais, e seus papéis caem 2,52%.

O setor de infraestrutura e energia também apresentou resultados relevantes referentes ao encerramento de 2025. A EcoRodovias (ECOR3) registrou um lucro líquido recorrente de R$ 241,8 milhões no quarto trimestre, um crescimento de 16,9% impulsionado por reajustes tarifários e novas praças de pedágio, então no pregão seus papéis caem 2,64%. Já a Taesa (TAEE11) encerrou o período com um lucro líquido de R$ 313,1 milhões, um salto de 56,1% em relação ao ano anterior. A transmissora de energia destacou-se pelo maior volume de investimento anual de sua história, totalizando R$ 1,8 bilhão em novos projetos e reforços de ativos, e suas ações sobem em 1,89%.

Por volta das 10h39, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Prio (PRIO3): +2,65%

• Brava Energia (BRAV3): +2,16%

• Petrobras (PETR3): +1,62%


Baixas

• Hapvida (HAPV3): -3,83%

• CSN (CSNA3): -2,52%

• Usiminas (USIM5): -2,57%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 18/03 às 10h39

• Segunda-Feira (16): +1,25%

• Terça-Feira (17): +0,30%

• Quarta-Feira (18): -0,01%

• Na semana*: +1,54%

• Em março*: -4,45%

• No 1°tri./26*: +11,95%

• Em 12 meses*: +37,20%

• Em 2026*: +11,95%

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