Ibovespa sobe entre tensões geopolíticas e expectativa de juros

Fonte: Shutterstock/Champ008

O Ibovespa inicia esta terça-feira (17) em alta de 1,00%, aos 181.675 pontos, refletindo a resiliência dos ativos domésticos frente a um cenário internacional em conflito onde, enquanto os investidores aguardam as definições cruciais de política monetária da “Super Quarta” com as reuniões do Copom e do Federal Reserve, as atenções permanecem voltadas pelos desdobramentos no Oriente Médio, que entra em seu décimo oitavo dia com o fechamento estratégico do Estreito de Ormuz. Este bloqueio logístico impulsiona os preços do petróleo e gera um clima de aversão ao risco global, mas, no cenário macroeconômico interno, o alívio vem da divulgação do IGP-10 pela Fundação Getúlio Vargas, que registrou queda de 0,24% em março e acumula uma deflação expressiva nos últimos doze meses, sugerindo que a trajetória de preços ao produtor está sob controle apesar do encarecimento pontual na pecuária.

Este arrefecimento dos índices de preços é acompanhado por uma temporada de balanços que demonstra forte maturidade administrativa, como observado nos resultados da Sabesp (SBSP3), que reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bilhão no quarto trimestre de 2025 e viu seu Ebitda ajustado atingir R$ 3,4 bilhões, uma elevação de 13% devido a uma redução de 10% nos custos e aumento no volume faturado; como reflexo, suas ações apresentam valorização de 1,29%.

No setor financeiro, a Itaúsa (ITSA4) reforçou sua solidez ao anunciar um lucro recorrente de R$ 4,45 bilhões no trimestre, um salto anual de 21% que elevou seu retorno sobre patrimônio para 19,6%, evidenciando a força de seu portfólio diversificado. Somando-se a esse vigor corporativo, e no pregão suas estão em alta de 0,90%. A Natura (NATU3) também apresentou uma virada estratégica ao registrar lucro líquido de R$ 186 milhões nas operações continuadas, revertendo o prejuízo de R$ 227 milhões do ano anterior, mesmo enfrentando uma queda de 12,1% na receita líquida em função de instabilidades operacionais na Argentina e a integração com a Avon. O resultado da gigante de cosméticos foi impactado por uma provisão não recorrente de R$ 434 milhões ligada à venda da The Body Shop, mas seu Ebitda ajustado deu um salto impressionante de 57,2%, atingindo R$ 978 milhões com margem de 15,8%, e portanto seus papéis sobem em 9,73%.

O grande movimento estratégico do dia ocorreu no setor de óleo e gás, onde a Petrobras (PETR4) exerceu seu direito de preferência para adquirir a totalidade dos campos de Tartaruga Verde e Espadarte por US$ 450 milhões, com suas ações subindo em 1,47%  frustrando os planos de expansão da Brava Energia (BRAVA3) que já havia anunciado acordo com a Petronas. Para a estatal, o movimento é uma recuperação oportuna de ativos por um valor consideravelmente inferior a vendas passadas, enquanto para a Brava a transação representa um revés momentâneo em sua tese de crescimento orgânico, então seus papéis caem 5,04%.

Por volta das 10h39, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Natura (NATU3): +9,73%

• Usiminas (USIM5): +6,01%

• Eneva (ENEV3): +3,46%


Baixas

• Brava Energia (BRAV3): -5,04%

• Hapvida (HAPV3): -1,24%

• Hypera (HYPE3): -0,64%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 17/03 às 10h39

• Segunda-Feira (16): +1,25%

• Terça-Feira (17): +1,00%

• Na semana*: +2,26%

• Em março*: -3,77%

• No 1°tri./26*: +12,75%

• Em 12 meses*: +38,86%

• Em 2026*: +12,75%

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