Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

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Nesta semana, o mercado acompanhou os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e a divulgação de indicadores econômicos relevantes. No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,70% em fevereiro, acelerando em relação à alta de 0,33% registrada em janeiro e superando a expectativa do mercado, de 0,65%. No cenário externo, o índice de preços PCE dos Estados Unidos subiu 0,3% em janeiro na comparação mensal, em linha com as projeções dos analistas. Já o Produto Interno Bruto (PIB) real dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 0,7% no quarto trimestre de 2025, resultado abaixo da expectativa do mercado. 

Maiores altas: 


A Azzas 2154 (AZZA3) liderou os ganhos da semana, com alta de 12,14%. A empresa reportou lucro líquido recorrente de R$ 168 milhões no quarto trimestre de 2025, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior (-0,5%), segundo relatório de resultados divulgado pela companhia. O desempenho operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente somou R$ 501 milhões, recuo de 3,5% na comparação anual. 

A SLC Agrícola (SLCE3) avançou 9,82% na semana. Apesar da valorização das ações, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 71 milhões no quarto trimestre de 2025, valor 37,9% maior que o prejuízo apurado no mesmo período do ano anterior, segundo relatório de resultados divulgado pela empresa. O Ebitda ajustado somou R$ 633 milhões nos três últimos meses do ano, alta de 3,6% na comparação anual, enquanto a margem Ebitda recuou de 30,9% para 27,9%.

Os papéis da Petrobras, PETR3 e PETR4, subiram 7,86% e 6,08% na semana. A companhia anunciou aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A vendido em refinarias a partir de sábado, elevando o valor médio para R$ 3,65 por litro, em meio à alta das cotações internacionais do petróleo provocada pela escalada de conflitos no Oriente Médio. O reajuste ocorre após o governo federal lançar um programa de subvenção ao diesel de R$ 0,32 por litro, ao qual a empresa informou que irá aderir, e após a desoneração de tributos federais (PIS/Cofins) no mesmo valor, medida que tende a mitigar parte do impacto do aumento para as distribuidoras.

Maiores quedas: 


A CSN (CSNA3) registrou queda de 20,45% na semana após divulgar os resultados do quarto trimestre de 2025. A dívida líquida da companhia aumentou 10% entre o terceiro e o quarto trimestre, alcançando R$ 41,218 bilhões. Com isso, a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda subiu de 3,1 vezes para 3,47 vezes. A empresa afirmou que o aumento do endividamento foi pontual e que o processo de desalavancagem segue em andamento, com possibilidade de fechamento de uma operação de crédito para reforçar essa estratégia. 

A Raízen (RAIZ4) recuou 18,18% na semana. A companhia anunciou o ingresso com um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar aproximadamente R$ 65,1 bilhões em dívida financeira sem garantia. O plano foi negociado de forma consensual com os principais credores financeiros, que já representam mais de 47% da dívida afetada, atingindo o limite legal necessário para o prosseguimento do processo. A empresa ressaltou que a medida tem caráter estritamente financeiro e não afetará as operações ou obrigações com clientes, fornecedores e parceiros comerciais. 

A MRV (MRVE3) caiu 17,42% na semana. O grupo MRV&Co registrou lucro líquido de R$ 41,4 milhões atribuível aos controladores no quarto trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 249,8 milhões observado no mesmo período de 2024. A melhora foi impulsionada principalmente pela operação brasileira de incorporação, que inclui as marcas MRV e Sensia. Ainda assim, a reação negativa do mercado refletiu preocupações com a estrutura financeira da companhia e com o desempenho da subsidiária americana Resia, que registrou prejuízo de R$ 110 milhões no trimestre, enquanto a operação brasileira entregou lucro de R$ 168,9 milhões. 
 
De forma geral, a semana foi marcada por um cenário de cautela entre os investidores, diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da divulgação de indicadores econômicos relevantes no Brasil e nos Estados Unidos. No mercado acionário, o desempenho das empresas foi influenciado principalmente pela repercussão de resultados corporativos e por preocupações relacionadas ao endividamento e à saúde financeira de algumas companhias. 

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