Ibovespa sobe com foco em GPA (PCAR3) e dados do Fed

Fonte: Shutterstock/Bigc Studio

O Ibovespa iniciou a quarta-feira, (4) registrando alta de 1,02% aos 184.971 pontos. O movimento é uma correção técnica após dias de pânico, impulsionada por rumores de uma abertura diplomática entre Irã e EUA, o que acalmou os temores de um fechamento do Estreito de Ormuz. Enquanto o dólar global recua, os investidores digerem dados econômicos mistos: no Brasil, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 0,34% em janeiro, acumulando queda de 4,33% em doze meses; nos Estados Unidos, o relatório ADP revelou a criação de 63 mil vagas de emprego em fevereiro, superando as 50 mil esperadas e mantendo os salários com avanço sólido de 4,5%.

No cenário corporativo doméstico, o clima é de “tempestade e ímpeto”. O GPA (PCAR3) lidera as altas do índice com expressivos 8,88%, surfando na notícia de que o bilionário Silvio Tini elevou sua fatia para 16,1% e na contratação de assessoria para uma reestruturação extrajudicial. No extremo oposto, a Raízen (RAIZ4) amarga a maior queda do Ibovespa, recuando 8,70% após o fracasso nas negociações de capitalização entre Cosan e Shell. O impasse sobre como lidar com a dívida de R$ 55 bilhões da gigante do etanol deixou o mercado cético quanto à velocidade da sua recuperação financeira.

A instabilidade no setor bancário também segue no radar com a nova prisão de Daniel Vorcaro, do Banco Master, na Operação Compliance Zero. O bloqueio de R$ 22 bilhões e a necessidade de o Banco Central liberar compulsórios para o FGC reforçar seu caixa, após gastos de R$ 56 bilhões com o banco, mantêm o setor sob vigilância rigorosa. Enquanto isso, o segmento de commodities monitora o custo do frete global, afetando diretamente Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11), que veem suas margens pressionadas pelo encarecimento do combustível de navegação e pelas rotas alternativas forçadas pelos conflitos geopolíticos, com isso as ações operam em queda de 2,03% e 0,50%, respectivamente.

Por fim, o setor de mineração opera em compasso de espera, aguardando as definições do 14º Congresso Nacional Popular da China, que começa amanhã. A expectativa por novos estímulos econômicos e metas de crescimento para o próximo quinquênio é o que sustenta a estabilidade do minério de ferro hoje. Entre dados de emprego americanos e escândalos bancários brasileiros, o mercado tenta encontrar um equilíbrio, equilibrando o otimismo diplomático com as duras realidades operacionais das grandes empresas nacionais.


Por volta das 10h59, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:


Altas

• Pão de Açúcar (PCAR3): +8,88%

• Magalu (MGLU3): +5,11%

• Direcional (DIRR3): +4,33%


Baixas

• Raízen (RAIZ4): -8,70%

• Suzano (SUZB3): -2,03%

• Prio (PRIO3): -1,40%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 04/03 às 10h59

• Segunda-Feira (02): +0,28%

• Terça-Feira (03): -3,28%

• Quarta-Feira (04): +1,02%

• Na semana*: -2,02%

• Em fevereiro*: -2,02%

• No 1°tri./26*: +14,80%

• Em 12 meses*: +50,63%

• Em 2026*: +14,80%


Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.  





Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.