IPCA tem alta de 0,33% no mês de dezembro, mas encerra 2025 dentro do teto da meta

Fonte: Shutterstock/rafastockbr

O IPCA avançou 0,33% em dezembro, acelerando em relação a novembro (0,18%), mas abaixo da expectativa de mercado, que esperava 0,35%. Com esse resultado, o índice encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, contra um mercado que esperava 4,30%, e abaixo dos 4,83% registrados em 2024, indicando desaceleração da inflação na comparação anual, ainda que em patamar próximo ao centro da meta que era de 3,25%, atualmente definida em 3,0% e, considerando a banda de tolerância de ±1,5 ponto percentual, o resultado observado permaneceu dentro do limite superior permitido pelo regime de metas.

No resultado mensal, a inflação foi puxada principalmente por Transportes (0,74%), com altas em passagens aéreas e transporte por aplicativo, além de Saúde e cuidados pessoais (0,52%) e Artigos de residência (0,64%). Em sentido oposto, Habitação recuou 0,33%, refletindo a queda da energia elétrica residencial após a mudança na bandeira tarifária. A alimentação voltou a subir (0,27%), interrompendo uma sequência de quedas, ainda que com comportamento heterogêneo entre os itens.

No acumulado do ano, as pressões se concentraram em serviços e preços administrados, com destaque para Habitação, Educação, Despesas pessoais e Saúde, enquanto Alimentação e bebidas desacelerou de forma relevante, ajudando a conter o índice cheio. O INPC fechou 2025 em 3,90%, abaixo do IPCA, reforçando a leitura de inflação mais moderada nos bens, mas persistente no setor de serviços, o que mantém um cenário de cautela para a política monetária.

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