O Itaú Unibanco (ITUB4), que divulgará os resultados do quarto trimestre de 2022 nesta terça-feira (7), deve anotar um avanço de pelo menos 15% no lucro em relação ao mesmo período de 2021.
A expectativa de instituições do mercado consultadas pela Agência TradeMap é de que o Itaú Unibanco apresente lucro líquido do Itaú de aproximadamente R$ 8 bilhões no quarto trimestre, ante R$ 7,15 bilhões um ano antes, e reporte um aumento em sua carteira de crédito.
De acordo com a XP, os resultados devem ser impulsionados por uma expansão da carteira de crédito do Itaú, principalmente nas linhas ligadas ao consumo.
“Acreditamos que os resultados do Itaú continuarão mostrando forte tendência de margem líquida, o que levará a um bom efeito para o ano de 2023. Enquanto isso, a qualidade dos ativos poderá manter o ritmo de deterioração”, ainda que numa velocidade menor que o observado em outros bancos, prevê o UBS BB.
A margem financeira com clientes (NII) do Itaú Unibanco, que foi de R$ 21,2 bilhões no terceiro trimestre do ano passado, também deve avançar na visão das instituições. A projeção mais otimista fica com a Genial, com R$ 25,1 bilhões.
PDD do Itaú pode aumentar
Do lado negativo, o mercado está prevendo um aumento nos recursos que o Itaú Unibanco separa para cobrir eventuais calotes, as chamadas provisões para devedores duvidosos (PDD), uma espécie de colchão de proteção contra a inadimplência.
A Genial prevê que a inadimplência para períodos acima de 90 dias chegue a 2,86% da carteira de crédito, um avanço de 0,38 ponto percentual (p.p.) em relação ao mesmo trimestre em 2021. O Santander projeta que esse indicador atinja 2,9% devido à “deterioração na carteira de varejo”.
Nas contas do UBS BB, a provisão para devedores duvidosos deve crescer no quarto trimestre e atingir R$ 8,3 bilhões, encerrando o ano próximo ao topo da projeção do banco, uma faixa entre R$ 28 bilhões e R$ 31 bilhões.
Somado a isso, o Santander ainda espera um aumento nas despesas do Itaú no quarto trimestre. “Acreditamos que o recente acordo de aumento salarial de 8%, fechado em setembro, provavelmente pressionou as despesas de pessoal”.