Totvs (TOTS3) decola após balanço mostrar rentabilidade em alta e com espaço para crescer mais

Além de expandir o lucro, companhia registrou melhora nas margens líquida e Ebitda

Foto: Shutterstock/T. Schneider

Os resultados do terceiro trimestre divulgados pela Totvs (TOTS3) na noite de terça-feira (8) mostram que há espaço para a rentabilidade da companhia melhorar daqui para frente, na avaliação de analistas.

O balanço da Totvs mostrou que a margem líquida da companhia – que mede a proporção do lucro em relação à receita – aumentou 3,7 p.p. (pontos porcentuais) no terceiro trimestre em relação a um ano antes, para 14,5%.

A margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também cresceu, em 1,3 p.p., para 24,7%, considerando o resultado ajustado – que exclui efeitos não recorrentes.

Neste sentido, apesar de os números da divisão de techfin – a área da Totvs voltada ao setor financeiro – terem sido o destaque do trimestre, os analistas do Itaú BBA chamaram atenção para os resultados sólidos do segmento de business performance, sobretudo em termos de margens.

“Isso é especialmente importante porque demonstra o potencial de alavancagem desta frente de negócios e reforça a nossa visão de que as margens consolidadas da Totvs têm espaço para melhorar”, afirmam Thiago Alves Kapulskis e Cristian Faria, analistas do Itaú BBA, em relatório publicado na noite de ontem.

“Já considerávamos a Totvs um nome de alta qualidade. Depois dos resultados do terceiro trimestre, vemos a Totvs ganhando mais terreno”, escrevem Fred Mendes, Lucca R. Brendim, Mirela Oliveira e Gustavo Tiseo, analistas do Bank of America, em relatório desta quarta-feira (9).

Os principais fatores por trás do otimismo do banco americano, além do espaço para expansão de margem, são as boas perspectivas para os lucros e para a receita em 2023, amparados pela baixa taxa de cancelamentos, a posição de dominância dos produtos, as expectativas de retorno sobre o capital (ROIC) e o potencial da joint venture com o Itaú e a força da gestão e da execução.

De fato, os números parecem ter sido bem recebidos pelo mercado. Um dia após a divulgação do balanço, as ações tinham alta de 4,08% por volta das 15h25, a R$ 33,41.

Expansão generalizada

A unidade de business performance, que centraliza ferramentas de marketing como a RD Station, registrou receita recorrente anual (ARR) de R$ 331 milhões, crescimento anual de 33% na receita líquida, para R$ 83,3 milhões, melhoria de 2,6 p.p. na margem bruta, para 76,4%, refletindo ganhos de escala e melhorias de eficiência.

O ponto alto do trimestre, porém, foi o segmento de techfin, em que as receitas líquidas cresceram 51,4% na comparação anual. “O terceiro trimestre mostrou o potencial da techfin, considerando a estabilização da taxa Selic a alavancagem operacional, que deve ser muito mais alta com a joint venture”, diz o BofA.

Aqui, o Itaú BBA destaca a expansão trimestral na carteira de crédito e o aumento na originação, após três trimestres de estabilidade. Além disso, ainda que a divisão tenha registrado um aumento no percentual de dívidas em atraso de mais de 90 dias, para 1,4%, o crédito inadimplente de até 30 dias parece estar sob controle, avaliam os analistas.

A divisão de gestão, por sua vez, sustentou resultados sólidos, aponta o BofA, com alta anual de 28% nas receitas recorrentes, para R$ 756 milhões. Na avaliação do BBA, isso indica que a companhia deve manter suas vendas fortes, devido à máquina de vendas da companhia e à evolução do setor de software.

Considerando todas as divisões, o lucro líquido ajustado da Totvs no terceiro trimestre ficou em R$ 152,3 milhões, expansão de 69,5% na comparação com o mesmo trimestre de 2021. O número ficou 9% acima das projeções do BofA e do Goldman.

O Ebitda ajustado, por sua vez, terminou o trimestre em R$ 258,4 milhões, alta anual de 33%, enquanto a receita líquida consolidada subiu 26,3%, para R$ 1,05 bilhão.

Ações

Depois da divulgação dos resultados, os analistas do Bank of America reiteraram sua recomendação de compra para a ação da Totvs, fixando o preço-alvo para o fim de 2023 em R$ 44, contra a projeção anterior de R$ 38 para o fim de 2022.

O Itaú BBA também reiterou sua classificação de outperform, o equivalente a uma recomendação de compra, e o preço-alvo de R$ 35, assim como a XP Investimentos, com preço-alvo de R$ 39. O Goldman Sachs, por sua vez, tem indicação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 28.

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