Boletim Focus: Mercado já espera IPCA abaixo de 5% em 2023 e eleva alta do PIB

Previsão do IPCA o ano que vem fica abaixo de 5%

Foto: Shutterstock/Dilok Klaisataporn

Analistas do mercado financeiro ouvidos todas as semanas pelo Banco Central voltaram a reduzir a expectativa para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2022 e 2023, segundo dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira (17). Os especialistas também revisaram para cima as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do ano que vem.

Agora, o mercado estima que o indicador encerre este ano a 5,62%, ante 5,71% na semana passada. Para 2023, a projeção passou para 4,97%, contra 5% na edição anterior.

Esta foi a 16ª semana seguida de retração nas expectativas sobre a alta de preços para este ano. A projeção ainda fica acima do teto da meta de inflação do Banco Central tanto para 2022 contra 2023: para este ano, o objetivo é de 5%, e para o ano que vem, de 4,75%.

Para 2024, os analistas ouvidos pela autoridade monetária também reduziram a projeção do IPCA para 3,43%, ante 3,47% na semana passada – a meta para o ano é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Os analistas do mercado também revisaram para cima a projeção para o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) neste e no próximo ano. Para 2022, é esperado avanço de 2,71%, levemente acima da projeção de 2,70% na semana passada. Já para o ano que vem, a previsão subiu para 0,59%, contra 0,54% na edição passada.

As estimativas para a Selic foram mantidas pelos três anos cobertos pelo Focus, enquanto as previsões para câmbio ficaram congeladas para 2022 e 2023.

O que é a pesquisa Focus?

O Boletim Focus é uma publicação divulgada todas as segundas-feiras pelo Banco Central às 8h25, contendo um resumo das expectativas de mercado a respeito dos principais indicadores da economia brasileira, como taxa de juros básica, inflação, câmbio e juros.

O relatório apresenta resultados de uma pesquisa feita diariamente com as previsões de bancos, gestoras de recursos e corretoras, entre outros participantes do mercado, e faz parte do arcabouço da política monetária. O objetivo é monitorar a evolução das expectativas do mercado para as principais variáveis macroeconômicas, dando assim elementos ao Banco Central para decidir sobre a taxa básica da economia, a Selic.

O levantamento foi criado em 1999 como parte da transição brasileira para o regime de metas de inflação, no qual o BC se compromete a atuar para garantir que a variação de preços medida pelo IPCA esteja em linha com um objetivo pré-estabelecido.

Um dos propósitos do BC é exatamente ancorar (ou guiar) as expectativas do mercado financeiro. A razão para isso é que, quanto mais previsíveis forem as condições macroeconômicas de um país, menores tendem a ser as contrapartidas pedidas pelos investidores.

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