Quem entrará no Ibovespa? Itaú BBA aposta em Raízen (RAIZ4), São Martinho (SMTO3) e Arezzo (ARZZ3)

Primeira prévia do Ibovespa será divulgada no dia 1º de agosto, e nova lista começa a valer a partir de setembro

Foto: Shutterstock

A pouco mais de duas semanas da divulgação da primeira prévia da nova carteira do Ibovespa, o Itaú BBA divulgou nesta sexta-feira (15) as suas apostas sobre quais ações entrarão e quais ficarão de fora do principal índice da Bolsa de Valores brasileira.

Para o time de analistas do banco, os papéis da Raizen (RAIZ4), São Martinho (SMTO3) e Arezzo (ARZZ3) deverão estar na nova lista – e consequentemente a procura pelos papéis deve aumentar. Nas contas do Itaú BBA, haverá pressão adicional por compras da Raízen por 3,2 dias, enquanto para São Martinho e Arezzo esse índice será de 2,9 e de 2,4 dias, respectivamente.

O banco também acredita que os papéis de CBA (CBAV3), Auren (AURE3) e Movida (MOVI3) estão perto de cruzar o limiar que garantiria o ingresso no índice.

No caminho oposto, quem deve sair do Ibovespa, segundo o time de analistas são JHSF (JHSF3) e Positivo (POSI3).

A primeira prévia da nova carteira do Ibovespa será divulgada no dia 1º de agosto, com duas novas etapas de seleção previstas para 16 de agosto e 30 de agosto.

Com as mudanças, o Itaú BBA prevê que o Ibovespa ficará com 92 ações listadas, uma a menos das atuais 91. A diferença se dá pela incorporação das ações da Localiza (RENT3) com a Unidas (LCAM3) e a saída do Banco Inter (BIDI4) para a Nasdaq.

Critérios da carteira do Ibovespa

Em janeiro, maio e setembro de todos os anos, a B3 coloca em prática uma reavaliação da carteira teórica do maior índice acionário da Bolsa brasileira, com base nos critérios objetivos traçados. Entre eles, estão:

  • Regularidade de negociação dos ativos (participação em 95% dos pregões durante a vigência da última carteira);
  • Não estar em recuperação judicial;
  • Não ser penny stock (papéis negociados na casa dos centavos);
  • Ter volume financeiro significativo (participação de ao menos 0,1% do volume negociado durante a vigência das três carteiras anteriores, ou 12 meses).

A carteira teórica do Ibovespa também não inclui Brazilian Depositary Receipts (BDRs) de empresas estrangeiras ou mesmo de brasileiras.

O evento é importante pois as ações de empresas que são incluídas no Ibovespa costumam ser alvo de compra por parte dos fundos, sobretudo os passivos que acompanham o índice, o que aumenta a negociação delas perto da data do anúncio do rebalanceamento.

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