Ação da Marfrig (MRFG3) “ignora” analistas e cai mais de 6% após balanço

Apesar de resultados positivos no primeiro trimestre do ano, a companhia é a segunda maior queda do Ibovespa

Foto: Divulgação Marfrig

A Marfrig (MRFG3) é a segunda maior queda do Ibovespa nesta quarta-feira (4), atrás apenas de Azul (AZUL4) que cai quase 7%, e contraria os resultados positivos do primeiro trimestre do ano, assim como a avaliação favorável dos analistas para os números, que só não foram melhores porque a companhia desembolsou R$ 795 milhões no período para consolidar seu investimento na BRF.

No período, a empresa reportou lucro líquido de R$ 109 milhões, uma queda de 61,1% ante o mesmo intervalo de 2021, com o impacto do desembolso na BRF. A receita líquida cresceu 29,6% no primeiro trimestre do ano, para R$ 22,3 bilhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 2,7 bilhões, uma alta de 60,9% na mesma base de comparação.

Em relatório divulgado nesta quarta, a XP ressaltou que a empresa apresentou mais um trimestre forte, com um resultado recorde para o período na unidade da América do Norte, enquanto mostrou uma expressiva recuperação na América do Sul. No resultado consolidado, os números vieram em linha com as expectativas da corretora.

Em volume, a Marfrig comercializou 868 mil toneladas de carne no primeiro trimestre, uma leve alta de 6% ante o mesmo intervalo de 2021, sendo 669 mil toneladas no mercado interno, uma elevação de 7,6% na mesma base de comparação, enquanto no mercado externo foram comercializadas 199 mil toneladas, uma alta de 1,1% na base anual.

Embora não haja uma justificativa concreta para essa queda, um profissional de uma corretora consultado pela  Agência TradeMap afirmou que as ações do setor de frigoríficos têm sofrido nos últimos dias por causa de restrições na China e do cenário inflacionário alto.

Por volta de 11h49 (de Brasília), as ações ordinárias da Marfrig caíam mais de 6%, cotadas a R$ 17,08, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, operava em baixa de 1,46%, aos 104.975 pontos, à espera de decisão de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

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