Estados Unidos e China assinam acordo da primeira fase nesta quarta-feira

EUA e China, foto de Jason Lee - reuters

Os Estados Unidos e a China assinam nesta quarta-feira, 15, a primeira fase do acordo comercial para superar tensões entre as duas maiores potências econômicas. Para a RTP, analistas financeiros consideram uma trégua frágil.

A guerra comercial começou em 2018, quando os dois países iniciaram uma troca de tarifas sobre importações e, com isso, a confiança do investidor acabou sendo abalada.

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O documento, chamado de “acordo de primeira fase”, deverá ser assinado em uma cerimônia na Casa Branca, com a presença do presidente dos EUA, Donald Trump, e o vice-primiê chinês Liu He.

De acordo com o documento, a China se compromete a comprar US$ 200 bilhões em itens dos Estados Unidos, que incluem produtos agrícolas. Ao mesmo tempo, Pequim também se compromete a não manipular o valor da moeda ou a proteger a propriedade intelectual das empresas americanas.

Washington, por sua vez, suspende parcialmente as taxas alfandegárias sobre bens importados da China.

Entretanto, o acordo não anula grande parte das taxas punitivas impostas pelos EUA sobre 360 bilhões de dólares de produtos importados da China, além de excluir reformas profundas no sistema econômico asiático.

Dessa forma, os EUA manterão as taxas alfandegárias adicionais de 25% sobre US$ 250 bilhões de bens importados chineses e de 7,5% sobre mais US$ 120 bilhões.

Além do mais, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse à rede CNBC que a China concordou em implementar leis que garantam o cumprimento dos termos definidos na primeira fase.

“É uma questão sobre o que a China fará. Eles concordaram em implementar leis para mudar regras, regulamentações e prometeram às nossas empresas que não haverá transferência forçada de tecnologia a partir de agora”, afirmou Mnuchin.

Foto: Jason Lee/Reuters