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TradeMap Explica: um casal deve ter conta corrente conjunta?

TradeMap Explica: um casal deve ter conta corrente conjunta?

Entenda porque acertar como será a divisão de despesas e investimentos é essencial

Finanças de casal

Foto: Shutterstock

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Tem dúvidas sobre quais passos dar para deixar as contas organizadas ou está com algum receio em relação a determinado investimento?

Lidar com o dinheiro sempre suscita certa insegurança, mas com conhecimento é possível tomar a decisão mais inteligente para encarar o universo financeiro, seja na hora de investir, economizar ou se planejar.

E se precisar de uma ajuda, é só enviar sua pergunta para o e-mail redacao@trademap.com.br que a coluna TradeMap Explica vai esclarecer todas as suas dúvidas sobre finanças pessoais e investimentos.

Para um casal, qual é a melhor forma de cuidar das finanças? O melhor é ter uma conta conjunta?

Na hora de casar, saber como o parceiro leva a vida financeira é muito mais relevante do que descobrir que ele – ou ela – deixa a toalha molhada em cima da cama.

Ter ou não uma conta conjunta será apenas uma consequência de decisões que o casal terá que tomar: como será a divisão das contas? Será feita de forma igualitária ou proporcional ao salário? Os objetivos financeiros são os mesmos?

Elle Braude, planejadora financeira CFP da Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro), lembra que é frequente que casais compartilhem de uma vida íntima, mas deixem as finanças de fora. Sim, falar de dinheiro muitas vezes é tabu.

“As finanças pessoais são encaradas como algo para ser apartado, cada um com as suas contas, mas uma parte do orçamento do casal será conjunta e é preciso combinar como será essa interação”, diz.

Nessa interação, vale a máxima do “o que é combinado não sai caro”.

Antes de casar, é preciso lembrar que mesmo que o casal decida que manterá a vida financeira independente, uma parte das despesas dos dois será conjunta. Nessa conta entra tudo que está ligado a morar junto: moradia, alimentação, o quanto será gastos com serviços de assinatura e manutenção do lar.

Aí entra a primeira etapa da conversa, que é pensar em como será feita essa divisão. A depender da renda, é possível que cada um banque 50% dessa conta. Mas sabemos que as diferenças salariais existem e, se o casal concordar, uma saída é que a parcela dessa conta seja de acordo com a renda de cada um.

Em um exemplo, a renda familiar vai ser a soma dos salários do casal. Caso o parceiro ganhe R$ 7 mil e a mulher R$ 4 mil, significa que ele responde por 63% da renda e ela, por 37%. A divisão das despesas pode atender a essa divisão.

O importante é que isso seja conversado para nenhuma das duas partes se sentir lesada ou sobrecarregada. E a partir do momento que isso for definido, cada um deve fazer a sua parte, para que o tema dinheiro não gere desentendimentos futuros.

Conta corrente é só o operacional

Vencida essa etapa, Braude conta que é possível chegar na discussão sobre a conta corrente, mas lembrando que ela é muito mais um meio para operacionalizar as decisões acertadas pelo casal do que uma solução em si.

A grosso modo, os casais possuem três opções: cada um ter sua conta individual e pagar a conta que lhe compete; cada um ter uma conta individual, mas depositar em uma conta conjunta os valores referentes aos gastos conjuntos; ter unicamente uma conta conjunta, onde estará toda a renda do casal para bancar os gastos conjuntos e também os individuais.

“Tudo isso é apenas operacional. Falar de finanças de um casal não é só isso, não é só dividir a despesa. É preciso também saber dos objetivos de curto, médio e longo prazo e quais são em comum ou não”, diz.

Aí entra uma nova discussão para o casal, que é definir os planos em conjunto, como juntar dinheiro para fazer uma viagem ou trocar de imóvel, mas também pensar na aposentadoria e outros investimentos que estão relacionados com os objetivos de vida em comum, incluindo aí a famosa reserva de emergência.

Há também um outro tema que, a partir do momento em que duas pessoas resolvem dividir a vida, passa a ser problema dos dois: o endividamento elevado de um dos parceiros.

Se um dos dois está com problemas e as dívidas saíram do controle, isso deve ser aberto ao parceiro para que juntos consigam chegar a uma solução rápida – que não prejudique ou adie muito os planos do casal.

“Se tem um esqueleto no armário, uma dívida ou uma situação que saiu do controle, essa é a hora de contar ao parceiro ou parceira”, diz a planejadora financeira.

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