Colunista Analu Peralo

Por Analu Peralo

Colunista de educação financeira da Agência TradeMap

Educadora financeira, fundadora do canal Visão Lucrativa, no qual publica conteúdos sobre investimentos no YouTube e no Instagram.

Dá para nadar contra a maré? Veja alguns caminhos para driblar o enfraquecimento da Bolsa brasileira 

FII HCTR11 gráfico de queda e alta

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O desempenho do Ibovespa neste ano, quando atingiu a máxima histórica de 130 mil pontos no início de junho para depois cair até os 107 mil pontos no começo de dezembro, deixou a Bolsa brasileira em situação bem desvantajosa diante de seus pares emergentes.

Nosso Ibovespa tem estado em terceiro lugar entre as maiores desvalorizações de índices acionários do mundo, se a comparação for feita em dólar, de acordo com levantamento da Austin Rating, agência brasileira de classificação de risco. O recuo do principal indicador da Bolsa brasileira foi de 20,86%. O índice da Venezuela ocupou a primeira posição, com queda de 99,52% , seguido pelo índice BIST 100, da Bolsa da Turquia, que teve desvalorização de 31,19%.

O estudo da Austin analisou o total de 79 índices de 78 países no período de 12 meses, entre dezembro de 2020 e novembro deste ano.

Como se proteger da tendência negativa?

Diante deste contexto, temos que levar em conta o risco que encaramos ao investir na Bolsa brasileira. E, como proteção, sempre indico a diversificação. Não somente de tipos de investimentos, como renda fixa e variável, mas também a de moedas. A partir dos dados da Austin Ratings, podemos observar que o Brasil não está muito bem das pernas, o que pode ser um risco, mas também uma oportunidade. Então, quero dar o conselho de como lucrar em ambos os aspectos.

A exposição a investimentos do exterior, como ações, REITs (Real Estate Investment Trust), os fundos imobiliários americanos, e bonds (títulos de dívida), é uma boa forma de se proteger do risco fiscal e da instabilidade que está por vir durante as eleições de 2022, no Brasil. Lembrando, a tecnologia abre oportunidades, a exemplo de investimentos no metaverso, cujo conceito você pode entender neste vídeo.

Ao olhar também para o exterior, você teria uma proteção contra a instabilidade que, no momento, move a Bolsa brasileira. Além disso, teria acesso a grandes empresas de tecnologia do mundo e uma exposição a uma moeda forte, que é o dólar.

Mas se seu perfil é conservador, também tenho uma sugestão para você. No Brasil, na renda fixa, tenha cuidado com os títulos prefixados. Dê preferência aos papéis atrelados ao IPCA ou ao CDI. Esses poderão ser ajudados ou menos impactados pela alta de juros e inflação ainda elevada do próximo ano. E será que não existe oportunidade na |Bolsa brasileira?

Leia mais: Do mil ao milhão: a trajetória de todo investidor

Mesmo em patamar bastante inferior em relação ao desempenho de outros mercados emergentes, a Bolsa local tem muito para onde crescer. Nosso número de investidores aumenta ano após ano e tende a continuar crescendo.

Momentos ruins, de instabilidade na economia, são períodos de oportunidades para comprar boas empresas por um preço muito mais barato. Devemos lembrar que preço é diferente de valor. Então, uma empresa de alto valor, por exemplo, pode ser comprada por um preço baixo durante uma crise.

Diria também para você dar atenção a ações de empresas menos voláteis. Elas costumam ser mais resistentes a crises. Companhias de setores perenes, como energia, alimentação, saneamento, financeiro, entre outros, possuem uma recorrência de lucros maiores e a respectiva distribuição. Se, além disso, forem empresas antigas, possuem um caixa mais forte e estruturado para resistir a momentos de instabilidade econômica.

Voltando ao comparativo

A alta da Selic, atualmente no patamar de 9,25%, uma inflação acima de 10% no acumulado de 12 meses e incertezas fiscais são fatores que levaram o Brasil a uma instabilidade que pesou na performance do Ibovespa em 2021.

A Austin Ratings cita o crescimento expressivo de indicadores de bolsas de países emergentes, como os africanos Zimbábue e a Zâmbia, os asiáticos Mongólia e Sri Lanka, que avançaram respectivamente, em dólar, 307,13%, 63,84%, 104,5% e 54,3%.

Tamanha expansão decorre do fato de as bolsas desses países serem pequenas, com capacidade de crescimento maior e ativos menos voláteis, destaca a Austin. Bolsas com giro financeiro menor tendem a ter mais espaço para expansão.

Devemos também lembrar da nossa vizinha, a Argentina. Apesar de sua inflação superar a casa dos 40% em 2021, o índice da bolsa do país avançou 29,12%, em dólar. Já na Rússia, o MOEX teve alta de 18,53%, na mesma base, de acordo com o estudo da Austin.

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